Comer pra viver com saúde

Sabe? Esta parece ser a coisa mais difícil de entender, hoje, para a maioria das pessoas: precisamos comer para viver com saúde. Não apenas para satisfazer nosso apetite ou para alimentar nossos hábitos alimentares. Até porque, está comprovado: nossos hábitos alimentares estão muito errados e totalmente distantes daqueles que deveríamos ter.

O bom é que, por onde passo, tenho encontrado  pessoas despertando para a necessidade de voltarmos à Origem, também na área da alimentação. Por isso, #inteirosaudavel me parece um bom instrumento para compartilharmos dicas e trocarmos experiências da nossa jornada rumo a uma alimentação mais saudável.

E, sim, eu sei que já os pessimistas estão dizendo que não dá, não é possível, não tem jeito. Aí é que entra a minha fé e diz: dá, sim! Tem jeito e é possível! Precisamos começar a (dis)romper com os padrões errados que formos identificando e propor a nós mesmos novos padrões, novas condutas, de cuja prática, se perseverarmos por 90 dias, nascerão novos e melhores hábitos alimentares em cada um de nós e, quiçá, nas nossas casas.

Quem se dispõe? apagar

Eu já estou escalando este monte e vou tentar compartilhar o que experimento enquanto vou. Venha também!

Jackeline Sarah
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Imagem: Pixabay

 

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Horta Orgânica na claraboia

Por menor que seja, todo mundo tem um espacinho em casa pra começar a plantar. Falta mesmo em nós consciência da importância de voltarmos a comer alimentos cultivados sem agrotóxicos, sem defensivos e não transgênicos.

A consciência, no entanto, está começando a despertar. Aqui e ali, vejo iniciativas em começar uma horta doméstica. E, por favor: que sejam todas orgânicas! É absolutamente possível, até mesmo produzindo para vender, manter uma horta sem o uso de venenos, fertilizantes químicos…

Dei os primeiros passos, em minha claraboia. Não cabe quase nada, não tem terra no chão. Vou plantar tudo em vasos, garrafas pet, potes e coisas assim, que não vão virar lixo, serão reaproveitadas!

Comecei a fazer minha compostagem, mesmo sem a composteira. Aliás, comecei tudo sem ter quase nada. Estou aprendendo, adquirindo conhecimento na internet e experiências com a mão na terra.

Talvez, eu falhe. Certamente, falharei. Faz parte do processo de aprender, enquanto vou interagindo com os seres vivos que as plantas são.

Convido a todos que façam o mesmo, todos os que acabam ficando sem esperança de ter uma alimentação saudável, porque, afinal, tudo parece contaminado: verduras, frutas, legumes, grãos, carnes. e até chocolate, contaminado com o trabalho escravo infantil nas lavouras de cacau.

Creio que é possível. Pretendo perseverar nisso até ver resultados concretos. Vamos começar a voltar à Origem assim? Se aceitar o desafio ou se começou antes de mim, que tal trocarmos experiências?

Assista o primeiro vídeo que gravei. É caseiro, como a Horta.

Enquanto Você assiste, vou dar uma olhada na Horta!

Jackeline Sarah

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Pra ser sustentável, pra evitar o consumo de alimentos contaminados por uso de agrotóxicos, pra aproveitar um pequeno espaço em sua casa, pra resgatar o contato com a natureza, pra ser #inteirosaudavel, Jackeline Sarah iniciou uma Horta Orgânica em sua claraboia. Mesmo não sendo especialista, está adquirindo conhecimentos e experiência, que compartilharemos aqui. Incentivamos a todos que façam como ela!

Ser inteiro saudável não significa ser magro

Ser inteiro saudável não significa ser magro a todo custo… Antes, significa buscar (até alcançar) o equilíbrio nas mais diversas áreas da vida. Ser magro demais ou gordo demais são condições desequilibradas e prejudiciais à saúde. Tentar emagrecer a qualquer preço, também, é uma postura desequilibrada e prejudicial à saúde.

Podemos estender essa analogia a todas as áreas de nossas vidas: não limpar nunca a casa ou ser maníaco pela limpeza da casa; trabalhar tanto que não se tenha tempo pra viver ou fazer corpo mole sempre e nunca trabalhar; dormir apenas três ou quatro horas por noite, todo dia, ou dormir 12 horas por dia, toda noite… Estas e muitas outras condições desequilibradas são muito prejudiciais à saúde!

Há uma grande ilusão no que se refere a emagrecer rapidamente. As dietas milagrosas, o efeito sanfona provocado, pensar que se vai emagrecer apenas tomando um chá que promete o milagre do emagrecimento rápido… são mais que ilusões, são passos que as pessoas dão para prejudicar o próprio organismo e, infelizmente, há pessoas que chegam a morrer.

Sempre há dietas na moda e novos produtos que prometem fazer milagres para emagrecer. É preciso que entendamos que apenas uma dieta equilibrada e exercícios físicos supervisionados, com a devida orientação clínica, aliados a um modo saudável de viver, é que podem promover um emagrecimento saudável para a maioria das pessoas. Existem pessoas que necessitarão de intervenção cirúrgica e medicamentos, mas, para a maioria das pessoas, adquirir consciência da necessidade de equilíbrio em tudo o que fazem será um excelente começo para chegar ao peso ideal.

A noz da Índia é uma semente à qual se atribui poderes emagrecedores. Tem sido comercializada e há depoimentos dos mais diversos na internet sobre ela. Entre eles, está a história de Ana Cláudia, que faleceu em 1º de fevereiro, com complicações no fígado, que podem ter sido causadas pelo uso da noz da Índia. E, então? O que fazer? É equilibrado iludir-se com as promessas de emagrecimento rápido e consumir um produto sobre o qual não se tem certeza do que pode provocar? Fazer isso sem aconselhamento clínico?

Comprometa-se com sua saúde, tenha disciplina e escolha emagrecer a partir da prática de exercícios físicos somados a uma dieta equilibrada. Vai demorar algum tempo, Você precisará de acompanhamento de profissionais, mas, com certeza, emagrecerá de forma mais efetiva, duradoura e equilibrada. Seja inteiro saudável!

Para entender melhor o que houve com Ana Cláudia e ter mais informações sobre a noz da Índia, a verdadeira e a falsa (que é altamente tóxica), leia o artigo abaixo, publicado no Blog Farmacêutico Responsável Técnico.

Ana Claudia Salles, de 38 anos, já havia reclamado dos efeitos colaterais do produto

Ana Claudia Salles tinha 38 anos

Ana Claudia Salles, de 38 anos, morreu, na noite de segunda-feira (1), depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória enquanto estava internada em um posto de saúde do bairro Nova Bahia, em Campo Grande. A família acredita que o óbito tenha relação com medicamentos que ela havia ingerido para emagrecer.

À reportagem do Portal Correio do Estado, a irmã dela, Glaucea Regina da Silva Paiva, 41, contou que Claudinha, como era conhecida entre os amigos, recebeu a indicação da semente de noz da índia na academia que frequentava e passou a fazer uso do medicamento natural em 2015.

Ela chegou a dar depoimento à TV Morena, comentando sobre os efeitos colaterais que sentiu depois de consumir o produto: falta de ar, inchaço, cansaço, fraqueza no corpo, queda de pressão e até desmaios. Ela teve ainda uma lesão no fígado, com derramamento da bílis. À época, ela foi diagnosticada com intoxicação hepática e deixou de usar o produto.

Ana Claudia teve hepatite quando criança e a ingestão do medicamento pode ter agravado a situação. Ela aguardava por um transplante de fígado.

No domingo (31), ela reclamou de falta de ar e foi levada para o posto, onde ficou internada. Ela chegou ao local consciente, mas teve piora no quadro, foi entubada e morreu.

Ana Claudia era estudante de psicologia e cantora evangélica. Ela deixa dois filhos, uma jovem de 18 anos e menino de três. O sepultamento será às 8h de quarta-feira no Cemitério Memorial Park situado na Avenida Senador Filinto Muller.

O perigo que vem do outro lado do mundo!

Com tantos produtos para emagrecer sendo comentados a todo instante, ficamos confusos sobre o que realmente funciona. A dúvida de hoje é: Será que a noz da Índia emagrece mesmo?

Perder peso está sempre entre os nossos principais objetivos de vida. Todo início de ano há a promessa de que aquele é o ano para entrar em forma, assim como toda a semana há a menção da próxima segunda-feira para começar uma dieta. E sempre que buscamos formas para alcançar esse objetivo, vemos que há infinitas opções em dietas, medicamentos, exercícios e outros recursos que prometem a eficácia na redução de peso.

Mas acabamos esquecendo de uma coisa que é essencial e que devemos ter sempre em mente: emagrecer e emagrecer com saúde são coisas diferentes e que a busca pela boa forma depende de um trabalho que leva algum tempo e que a paciência e a persistência devem estar sempre conosco.

Nesse “boom” de coisas que aparecem como emagrecedoras há muitas, mas muitas, promessas de produtos naturais que ajudam a promover a perda de peso – como a noz da Índia, que é o nosso assunto.

Antes de começarmos a falar a noz da Índia, é importante registrarmos que mesmo que determinados produtos se mostrem realmente eficazes no auxílio à redução de peso, não existem milagres – o milagre quem faz é você, ao tirar vantagem do que de bom esses produtos oferecem, sabendo que são apenas coadjuvantes no processo de emagrecimento. Emagrecer dependerá de você ter uma alimentação saudável e da prática de exercícios físicos, bem como o acompanhamento de um médico endocrinologista ou nutricionista.

Outro ponto importante é a veracidade de tudo ao que temos acesso. Não é porque determinado produto vai lhe fazer emagrecer 5 quilos em 2 dias que você vai sair comprando. É preciso pesquisar, ir atrás, perguntar e procurar por referências.

O que é a noz da Índia

Noz da Índia

Trata-se de uma semente, seu nome científico é Aleurites moluccana, à qual propriedades de auxiliar na queima de gordura são atribuídas. Como outros benefícios, atribui-se o combate à celulite, ajuda a baixar o colesterol, ajuda a prevenir prisão de ventre, diminui a ansiedade e a vontade de comer doces, diminui a fome, entre outros.

Uma questão que trazemos à tona é sobre os efeitos emagrecedores quase milagrosos da noz da Índia, que se espalham pela web – e queremos saber se a noz da Índia emagrece de verdade.

A noz da Índia emagrece mesmo?

A internet afirma que noz da Índia emagrece, é muito eficiente na perda de peso e ajuda a eliminar até 12 quilos em um mês. Porém, há uma chamada “noz falsa”, que é a de nome científico Thevetia peruviana, conhecida como chapéu- de-napoleão e que é altamente tóxica.

O problema é que há informações desencontradas, dependendo de onde você ler sobre a noz da Índia. Pesquisando sobre o assunto, descobre-se que:

  1. Há sites que afirmam que a legítima noz da Índia é a Aleurites moluccana, e que sim, ela ajuda emagrecer.
  2. Outro site afirma que a Aleurites é a falsa, que a verdadeira é a Thevetia peruviana, e que essa sim, ajuda a emagrecer.
  3. Outros afirmam que a Aleurites tem uso medicinal, mas não como emagrecedor.
  4. Outros nem mencionam o fato delas – ou de uma delas – ser tóxica.

E agora?

Continuando a pesquisa chegamos ao site da Secretaria da Saúde de Goiás, que alerta sobre um produto tóxico que está sendo vendido como emagrecedor – e que produto é esse? A Thevetia peruviana. Segundo o site,

“a planta é altamente tóxica, da raiz à semente…se associada a outro medicamento, como um diurético por exemplo, pode causar uma parada cardíaca e levar até à morte.”, dito pela médica homeopata Dra. Debora Mendes, do Hospital de Medicina Alternativa. (fonte:http://www.saude.go.gov.br/index.php?idMateria=97041)

E sobre a “legítima noz da índia”, a Aleurites moluccana, o que encontramos foi que em Sidney, na Australia, está sendo comercializado um produto da América do Sul, com o nome botânico deAleurites moluccana, conhecido lá como “Latin Seed” e “Slim Seed” (semente latina e semente emagrecedora, em tradução livre), que alega ter a habilidade de reduzir o peso corporal – e que isso está sob investigação da NSW Food Authority. Outros dois órgãos de saúde da Austrália alegaram que a propaganda na internet garante a redução de peso e que as palavras e afirmações usadas na publicidade dão a entender e podem ser interpretadas como se fosse um conselho médico. A última notícia é de que continuam investigando e tentando descobrir se as propriedades da noz da índia são verdadeiras. (fonte: http://www.foodauthority.nsw.gov.au/news/media-releases/mr-13-Mar-11-false-medical-claims-diet-seed/#.U-zC9qOTwx_)

O site Herbal Safety traz alguns dados sobra a noz da Índia e afirma que não há estudos científicos sobre os efeitos da semente em humanos. (fonte: http://www.herbalsafety.utep.edu/facts.asp?ID=51)

Isso mostra o quão suscetíveis nos vemos quando estamos em busca de produtos que nos ajudem a emagrecer. O site trouxe dados e o que podemos dizer quanto à isso é que, em caso de dúvida, não faça uso da semente. Isso só reforça o que já sabemos, que para emagrecer devemos seguir o caminho saudável e com acompanhamento de profissionais. É mais demorado, mas estamos cuidando da nossa saúde. Temos tanto tempo para outras coisas, por que não teríamos para emagrecer com saúde?

Registrando que todas as informações foram colhidas da web, que estão acessíveis à qualquer pessoa, basta que pesquise por “noz da Índia” e que sobre as outras declarações as fontes são informadas, para que o leitor possa consultar a veracidade da informação.


Fonte: Mudo Boa Forma e Correio do Estado com adaptações e modificações para o Blog

Microcefalia: Zika vírus ou vacina vencida?

A pedido da leitora Carla Galhardi, de Pitangueiras/SP, e por perceber que inúmeras pessoas estão compartilhando, nas Redes Sociais, as postagens que relacionam a suposta “aplicação de um lote de vacina vencida contra Rubéola em mulheres grávidas do Nordeste” ao aumento dos casos de Microcefalia, lemos e ouvimos material sobre o assunto e queremos incentivar nossos leitores a fazerem o mesmo. Falta de conhecimento e indiferença tornam-se fortes agravantes em uma situação que já é preocupante por si mesma. Citamos aqui algumas fontes, que não esgotam o assunto e nem devem limitar a pesquisa dos leitores. Apenas fiquem atentos em verificar se suas fontes são oficiais e, portanto, confiáveis.

Boato

As postagens como esta, que culpam o Governo por encobrir a suposta relação entre as vacinas vencidas contra Rubéola e a Microcefalia, já foram desmascaradas há vários dias. Possuem todos os elementos para serem consideradas boatos: relatam fatos absurdos, contados a partir de um assunto em alta no momento, com acusações sérias e dados totalmente genéricos, inconsistentes e com apresentação de nenhuma fonte para comprová-los: nenhum depoimento, nenhuma foto de evento, nenhum vídeo de especialistas, nenhuma citação literária, nenhum nome de autor que possa ser consultado. São mesmo boatos irresponsáveis! Você pode se certificar de que são boatos no Jornal Extra e no  e-farsas.

Segundo o Verdade Absoluta:

O boato sobre a vacina vencida de rubéola é criado em cima de uma falsa certeza, uma acusação imaginária e duvidas comuns. O caso tem se espalhado de forma tão forte que o Ministério da saúde já se pronunciou sobre o assunto desmentindo tudo.

Em Nota de Esclarecimento, o Ministério da Saúde afirma:

(…) que todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) são seguras e não há nenhuma evidência na literatura nacional e internacional de que possam causar microcefalia.

Confiram a íntegra da Nota.

Como ressalta matéria na Época, em nosso país:

As mulheres grávidas não são vacinadas contra a rubéola. O calendário nacional de vacinação prevê que essa imunização deve ser aplicada aos 15 meses de vida. É possível tomar essa vacina em outros momentos da vida, mas nunca durante a gestação. A vacina contra a rubéola é especialmente indicada para mulheres em idade fértil – entre 15 e 29 anos – para evitar a contaminação de rubéola durante a gravidez. As mulheres grávidas que não foram vacinadas antes da gestação devem receber a vacina somente após o parto.

Lendo a matéria, facilmente percebemos que há muitas evidências de que as postagens não passam de boatos irresponsáveis e que podem causar danos à saúde pública no país. Sugerimos que os leitores excluam os compartilhamentos que fizeram da falsa notícia!

Segundo artigo no Terra,

Gravações de voz compartilhadas nas mídias sociais também atribuem a especialistas a informação de que o vírus zika não deixa sequelas apenas em bebês, mas também em crianças menores de sete anos de idade e idosos. Especialistas da Fundação Oswaldo Cruz e do Ministério da Saúde negam a veracidade da informação e dizem que reações neurológicas decorrentes do zika são raras e muitos sintomas são reversíveis.

No mesmo espírito, espalharam-se áudios por serviços de mensagem, afirmando que pesquisadores da Fiocruz haviam confirmado cientificamente a relação entre o Zika vírus e o aumento dos casos de Microcefalia. A Fundação emitiu Nota, desmentindo o boato. Leia a nota e perceba que o que está sendo desmentido é a confirmação científica da relação e não que haja evidências que levaram a investigações. Realmente, não precisamos de notícias falsas que causem pânico e revolta. Precisamos de posicionamentos transparentes e orientações claras sobre como devemos agir frente aos acontecimentos.

Em Nota à imprensa, em 28/11/15, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus Zika e o surto de Microcefalia na região Nordeste. Compare as informações da Nota com a narrativa do boato. Há outras reportagens e notas, artigos e orientações sérios, com dados que podem ser comprovados, explicando o andamento dos fatos relacionados à epidemia de Zika Vírus e ao surto de Microcefalia no Brasil. O Ministério da Saúde tem publicado notas oficiais e bastante esclarecedoras sobre Microcefalia. Identificar tal relação é algo inédito para a comunidade científica no mundo e há muitos profissionais trabalhando nisso.

Infelizmente, é verdade que isso está acontecendo no Brasil, o que reforça que precisamos participar da Campanha para acabar com o Aedes aegypti todos os dias, em nossas casas, locais de trabalho e cidades. Segundo nossa editora, Jackeline Sarah, durante a gestação de sua filha, ela se preocupava com a Dengue e, agora, passados quase vinte e quatro anos, sua filha, grávida, precisa se preocupar com a infecção Zika vírus. Dengue, Zika vírus e Febre Chikungunya são doenças transmitidos pelo mesmo vetor: o mosquito Aedes aegypti. Seu depoimento ilustra, de modo prático, o atraso em que nos encontramos quanto a eliminar ameaças como essas.

Segundo a ÉPOCA,

A única maneira de combater o zika, até agora, é combater o mosquito. Há décadas, os governos e a sociedade falham nessa missão. Esse enfrentamento nunca foi levado a sério no Brasil. A ameaça de proporções inéditas que o país enfrenta hoje é consequência de três décadas de descaso. Combater o Aedes aegypti é responsabilidade de cada cidadão e também das prefeituras. Às secretarias estaduais de saúde e ao governo federal cabe definir as estratégias e coordenar os esforços. Mas, neste ano, os casos de dengue na Paraíba cresceram 266% em relação a 2014. O combate ao mosquito é fragmentado e insuficiente – um conto de verão, sempre esquecido já no outono.

Incentivamos que leiam a matéria completa.

Está em sua segunda edição eletrônica o Protocolo de Vigilância e Resposta à ocorrência de Miccrocefalia relacionada à Infecção pelo Vírus Zika, atualizado em 09/12/2015, publicado pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de prover a profissionais de saúde e áreas técnicas de vigilância em saúde informações gerais, orientações técnicas e diretrizes relacionadas às ações de vigilância das microcefalias em todo território nacional. Segundo o Protocolo,

As microcefalias, como as demais anomalias congênitas, são definidas como alterações de estrutura ou função do corpo que estão presentes ao nascimento e são de origem pré-natal. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e literatura científica internacional, a microcefalia é uma anomalia em que o Perímetro Cefálico (PC) é menor que dois (2) ou mais desvios-padrão (DP) do que a referência para o sexo, a idade ou tempo de gestação. A medida do PC é um dado clínico fundamental no atendimento pediátrico, pois pode constituir-se na base do diagnóstico  de um grande número de doenças neurológicas e para isso os médicos e outros profissionais de saúde devem estar familiarizados com as doenças mais frequentes que produzem a microcefalia e devem conhecer os padrões de normalidade para o crescimento do crânio.
Está bem claro que microcefalia, ainda, não tem cura. Se há investigações consistentes apontando para a relação entre o surto de Microcefalia e a ocorrência de Zika Vírus nas mulheres grávidas, especialmente, no primeiro trimestre de gestação, é extremamente importante que sejam tomadas as providências adequadas, tanto pelo Governo, como em nossas casas, locais de trabalho e cidades. Houve um Debate sobre o assunto na Câmara Municipal de Ribeirão Preto-SP, com a presença do Secretário Municipal de Saúde, Dr. Stênio Miranda, e da especialista em ginecologia e obstetrícia, Dra. Flavia Maciel de Aguiar F. Mendonça. Assistam! Natália Marques comentou sobre o debate em sua página:
Já há dois casos confirmados de Zika Vírus no estado de São Paulo, em Sumaré e São José do Rio Preto. Precisamos nos envolver em limpar, semanalmente, nossas casas e eliminar os possíveis criadouros do mosquito Aedes Aegypti. Precisamos mudar hábitos, como jogar lixo nas ruas e terrenos, desde o simples papel de bala. (…) Precisamos nos conscientizar, conscientizar os que estão ao nosso redor e trabalhar para que não haja epidemia em nossa cidade. É hora de agirmos e de compartilharmos estas informações!

Assistam ao Debate, onde a especialista traz esclarecimentos técnicos de forma clara:

Além de a Microcefalia não ter cura, investigam-se outros efeitos neurológicos que o vírus Zika poderia causar nos fetos. Sem mencionar que mulheres grávidas, de forma geral, estão mais expostas a complicações quando contraem a infecção pelo vírus Zika, assim como todos os que estiverem com baixa imunidade. Por isso, nosso empenho deve ser em evitar que as grávidas sejam picadas pelo Aedes aegypti. Elas precisam, sim, usar repelentes autorizados pela ANVISA, três vezes por dia, e roupas mais compridas e de mangas longas. Segundo Nota Oficial, repelentes de uso tópico podem ser utilizados por gestantes desde que estejam devidamente registrados na ANVISA e que sejam seguidas as instruções de uso descritas no rótulo. O acompanhamento pré-natal é, sempre, essencial!

Podemos perceber que há um atraso de, pelo menos, três décadas nas providências oficiais contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que causa Dengue, Febre Chikungunya e Zika Virus. Precisamos cobrar ações dos governos municipais e nos envolver nas iniciativas existentes para o combate ao mosquito. Podemos começar pela Campanha Nacional de Combate ao Aedes aegypti, lançada, recentemente, pelo Governo Federal, com o lema:

Se o Aedes aegypti pode matar, ele não pode nascer.

Segundo o Ministro da Saúde, Marcelo Castro,

O momento que estamos vivendo é grave. Essa é uma luta que sozinho (o governo) não será vitorioso. Nós não venceremos essa batalha se a população não se atentar para a gravidade do que estamos vivendo.

Confira o artigo sobre o lançamento da Campanha, no portal do Governo.

Quem assistiu o vídeo do Debate, ouviu a Dra. Flávia esclarecendo que a relação entre a infecção pelo vírus Zika e a Microcefalia está sendo estabelecida, investigações estão sendo feitas e a maioria dos dados informados pelo Governo representa estimativas, em forma de projeção epidemiológica. Ainda que sejam suspeitas, já se verificaram óbitos de bebês com Microcefalia. Que tal se, ao invés de multiplicarmos boatos revoltados e irresponsáveis, assumirmos o compromisso de promover, nas Redes Sociais e em nossas áreas de influência pessoal, a conscientização sobre a importância de impedirmos que o Aedes aegypti se prolifere em nossas casas, locais de trabalho e cidades, e orientarmos as mulheres que evitem iniciar uma gravidez no período em que há grande possibilidade de epidemia por causa das abundantes chuvas. E àquelas que se encontram no primeiro trimestre de gestação, que se protejam, usando repelentes registrados na ANVISA, roupas mais compridas e com mangas longas e eliminando possíveis criadouros de mosquito em suas casas e locais de trabalho.

Pode ser muito útil lermos o artigo do Dr. Pedro Pinheiro , publicado no MD.Saúde, que aborda o assunto de maneira clara e compreensível, informando o histórico do Zika vírus, sintomas e tratamento da infecção, relação com a Microcefalia e riscos na gravidez.

Com o passar do tempo, haverá novos e mais claros dados. Acompanhemos os artigos oficiais e confiáveis a respeito. De todo jeito, essa luta é nossa! Realmente, se o Aedes aegypti pode matar, ele não deve nascer!

Jackeline Sarah

© Todos os direitos reservados. Permitida e incentivada a reprodução do artigo, desde que citada a fonte.